terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Gastar o presente ou preservar o futuro ?
Altemir C. Farinhas
O consumidor compulsivo não sabe o significado das palavras esperar, amanhã ou futuro. A satisfação que ele sente em gastar é uma droga que domina completamente sua mente. Não deixa para depois; tem de ser agora. Também não importa o valor da compra, pois o prazer está em comprar. O problema está na quantidade de compras, os gastos que excedem seu orçamento.
Ao ser entrevistada para a TV Educativa, uma mulher fez o seguinte comentário: “Assim que recebo meu salário, gasto tudo; eu não consigo poupar!” Com este comentário, ela demonstra sua falta de planejamento e reconhece que deve poupar. Uma pessoa assim é isca fácil para anúncios de promoções, prestações, financiamentos, cartões, qualquer meio que lhe proporcione conjugar o verbo comprar.
Hoje já sabemos que existem certos distúrbios de personalidade que fazem com que as pessoas desejem uma gratificação imediata para seus desejos, mas evitam o esforço para atingir seu objetivo. Então, fica fácil lançar mão de cartão de crédito, cheque pré-datado ou empréstimos.
O compulsivo está absorvido por si mesmo. É uma doença, uma compensação. Ele gosta de se dar presentes e cai várias vezes no mesmo erro. Quando questionado sobre sua conduta, as respostas são absurdas e fora de propósito: “Foi uma pechincha”; “Eu mereço”; “Trabalho tanto”.
Se a pessoa conseguir perceber sua própria realidade, deve procurar ajuda. Familiares e amigos devem ter responsabilidade sobre sua vida, não pagando suas contas, mas trabalhando na conscientização da necessidade de controle. Se for necessário, conte com a ajuda de um profissional.
“Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Por que a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; porque àquele que tem se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem até aquilo que tem lhe será tirado” (Mateus 13:9-12).
* Este artigo teve como ponto de partida a matéria "Os riscos do consumo compulsivo", de Maria Inês Dolci (Folha On-Line, 09/02/2008).
O consumidor compulsivo não sabe o significado das palavras esperar, amanhã ou futuro. A satisfação que ele sente em gastar é uma droga que domina completamente sua mente. Não deixa para depois; tem de ser agora. Também não importa o valor da compra, pois o prazer está em comprar. O problema está na quantidade de compras, os gastos que excedem seu orçamento.
Ao ser entrevistada para a TV Educativa, uma mulher fez o seguinte comentário: “Assim que recebo meu salário, gasto tudo; eu não consigo poupar!” Com este comentário, ela demonstra sua falta de planejamento e reconhece que deve poupar. Uma pessoa assim é isca fácil para anúncios de promoções, prestações, financiamentos, cartões, qualquer meio que lhe proporcione conjugar o verbo comprar.
Hoje já sabemos que existem certos distúrbios de personalidade que fazem com que as pessoas desejem uma gratificação imediata para seus desejos, mas evitam o esforço para atingir seu objetivo. Então, fica fácil lançar mão de cartão de crédito, cheque pré-datado ou empréstimos.
O compulsivo está absorvido por si mesmo. É uma doença, uma compensação. Ele gosta de se dar presentes e cai várias vezes no mesmo erro. Quando questionado sobre sua conduta, as respostas são absurdas e fora de propósito: “Foi uma pechincha”; “Eu mereço”; “Trabalho tanto”.
Se a pessoa conseguir perceber sua própria realidade, deve procurar ajuda. Familiares e amigos devem ter responsabilidade sobre sua vida, não pagando suas contas, mas trabalhando na conscientização da necessidade de controle. Se for necessário, conte com a ajuda de um profissional.
“Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Por que a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; porque àquele que tem se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem até aquilo que tem lhe será tirado” (Mateus 13:9-12).
* Este artigo teve como ponto de partida a matéria "Os riscos do consumo compulsivo", de Maria Inês Dolci (Folha On-Line, 09/02/2008).
Alegria num Mundo Marcado pela Tristeza ...
Por Robert J. Tamasy
Nesta época do ano, ouvem-se canções de natal por todos os lados e uma das favoritas e mais tradicionais é “Joy to the World” (Alegria para o Mundo). Mas, paradoxalmente durante este período de festas, muitas pessoas experimentam pouca ou quase nenhuma alegria. Raiva, frustração e depressão – nalguns casos, até mesmo desejos suicidas – impedem que as suas mentes tenham espaço para pensamentos de boa vontade e amor fraternal.
As razões podem ser pessoais, como reveses profissionais, lutas financeiras, dificuldades na família, doenças, ou mais amplas como preocupações com incertezas na economia, notícias sobre desastres naturais, ou ameaças do terrorismo global que permeiam a consciência colectiva. Como sentir alegria diante desta realidade?
O segredo está em reconhecer a diferença entre alegria e felicidade. A felicidade é um sub produto de “acontecimentos” externos. Eu sinto-me feliz se recebo um aumento de salário ou se sou promovido; se alguém me oferece bilhete para assistir ao jogo do meu clube favorito; se o meu filho conclui com êxito uma etapa do seu desenvolvimento; ou simplesmente se está um lindo dia de sol. Entretanto, se o aumento ou a promoção não acontecem, se o meu clube perde um jogo importante, se o meu filho apresenta problemas, ou chove no dia em que planeei actividades ao ar livre, a minha “felicidade” desaparece instantaneamente.
A alegria, porém, vem de dentro. É a sensação de paz interior e bem-estar que as influências externas – boas ou más – não podem atingir. A alegria pode advir de um claro sentido de propósito, mesmo quando os planos são frustrados. É a confiança - não importa o que aconteça - que Deus está no controlo e vai trazer a solução que concorra para os Seus propósitos na nossa vida.
Sabendo que a canção “Joy to the World” se refere ao nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, vejamos o que a Bíblia diz sobre alegria:
Alegria de uma direcção clara e segura. O que devemos fazer? Para onde devemos ir? Fé e confiança em Deus podem proporcionar respostas no meio das incertezas: “Haveis de sair de lá com alegria e sereis conduzidos a casa com segurança...” (Isaías 55:12).
Alegria de ser amado incondicionalmente. Já se sentiu completamente aceite e amado sem reservas por alguém? Deus oferece isto – a Sua graça - a cada um de nós. “Eu tenho-vos amor como o Pai me tem amor a mim. Continuem sempre unidos no meu amor! Se obedecerem à minha doutrina, permanecem sempre unidos no meu amor. Eu também obedeço à vontade do Pai e nunca me afasto do seu amor. Falo-vos desta maneira para que se alegrem comigo e para que tenham uma alegria perfeita” (João 15:9-11).
Alegria de ver um resultado positivo surgir da dor e da angústia. Tempos difíceis nunca são agradáveis, mas ajudam a ter esperança em alegrias futuras. “Quando uma mulher está para dar à luz, sofre muito. Mas, logo que a criança acaba de nascer, esquece todas as dores e fica cheia de alegria por ter dado um novo ser ao mundo. Também vós agora estão tristes. Mas eu hei-de voltar a ver-vos. Nessa altura vão encher-se duma alegria tão grande que ninguém a pode tirar dos vossos corações” (João 16:21-22).
Alegria de colher os benefícios duma vida de desafios e provações. Saber que os desafios da vida podem enriquecer o nosso crescimento e o nosso desenvolvimento profissional, intelectual, emocional e espiritual, ajuda-nos a suportá-los. “Meus irmãos, devem sentir-se profundamente felizes ao terem de passar várias provações. Saibam que uma fé assim provada dá como fruto a paciência. E vocês devem ter muita paciência, para chegarem a ser completamente perfeitos, sem faltar nada” (Tiago 1:2-4).
Alegria da esperança na eternidade. Para onde irá quando morrer? A fé em Jesus Cristo oferece esperança – confiança, expectativa ansiosa – de vida após a morte. “Vocês têm amor a Jesus Cristo, apesar de não o terem visto, e crêem nele, mesmo sem o verem ainda. E isso dá-vos uma alegria tão grande e tão intensa que nem se consegue explicar porque atingem a finalidade da fé, que é a vossa salvação” (I Pedro 1:8, 9).
Texto de autoria de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta.
Nesta época do ano, ouvem-se canções de natal por todos os lados e uma das favoritas e mais tradicionais é “Joy to the World” (Alegria para o Mundo). Mas, paradoxalmente durante este período de festas, muitas pessoas experimentam pouca ou quase nenhuma alegria. Raiva, frustração e depressão – nalguns casos, até mesmo desejos suicidas – impedem que as suas mentes tenham espaço para pensamentos de boa vontade e amor fraternal.
As razões podem ser pessoais, como reveses profissionais, lutas financeiras, dificuldades na família, doenças, ou mais amplas como preocupações com incertezas na economia, notícias sobre desastres naturais, ou ameaças do terrorismo global que permeiam a consciência colectiva. Como sentir alegria diante desta realidade?
O segredo está em reconhecer a diferença entre alegria e felicidade. A felicidade é um sub produto de “acontecimentos” externos. Eu sinto-me feliz se recebo um aumento de salário ou se sou promovido; se alguém me oferece bilhete para assistir ao jogo do meu clube favorito; se o meu filho conclui com êxito uma etapa do seu desenvolvimento; ou simplesmente se está um lindo dia de sol. Entretanto, se o aumento ou a promoção não acontecem, se o meu clube perde um jogo importante, se o meu filho apresenta problemas, ou chove no dia em que planeei actividades ao ar livre, a minha “felicidade” desaparece instantaneamente.
A alegria, porém, vem de dentro. É a sensação de paz interior e bem-estar que as influências externas – boas ou más – não podem atingir. A alegria pode advir de um claro sentido de propósito, mesmo quando os planos são frustrados. É a confiança - não importa o que aconteça - que Deus está no controlo e vai trazer a solução que concorra para os Seus propósitos na nossa vida.
Sabendo que a canção “Joy to the World” se refere ao nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, vejamos o que a Bíblia diz sobre alegria:
Alegria de uma direcção clara e segura. O que devemos fazer? Para onde devemos ir? Fé e confiança em Deus podem proporcionar respostas no meio das incertezas: “Haveis de sair de lá com alegria e sereis conduzidos a casa com segurança...” (Isaías 55:12).
Alegria de ser amado incondicionalmente. Já se sentiu completamente aceite e amado sem reservas por alguém? Deus oferece isto – a Sua graça - a cada um de nós. “Eu tenho-vos amor como o Pai me tem amor a mim. Continuem sempre unidos no meu amor! Se obedecerem à minha doutrina, permanecem sempre unidos no meu amor. Eu também obedeço à vontade do Pai e nunca me afasto do seu amor. Falo-vos desta maneira para que se alegrem comigo e para que tenham uma alegria perfeita” (João 15:9-11).
Alegria de ver um resultado positivo surgir da dor e da angústia. Tempos difíceis nunca são agradáveis, mas ajudam a ter esperança em alegrias futuras. “Quando uma mulher está para dar à luz, sofre muito. Mas, logo que a criança acaba de nascer, esquece todas as dores e fica cheia de alegria por ter dado um novo ser ao mundo. Também vós agora estão tristes. Mas eu hei-de voltar a ver-vos. Nessa altura vão encher-se duma alegria tão grande que ninguém a pode tirar dos vossos corações” (João 16:21-22).
Alegria de colher os benefícios duma vida de desafios e provações. Saber que os desafios da vida podem enriquecer o nosso crescimento e o nosso desenvolvimento profissional, intelectual, emocional e espiritual, ajuda-nos a suportá-los. “Meus irmãos, devem sentir-se profundamente felizes ao terem de passar várias provações. Saibam que uma fé assim provada dá como fruto a paciência. E vocês devem ter muita paciência, para chegarem a ser completamente perfeitos, sem faltar nada” (Tiago 1:2-4).
Alegria da esperança na eternidade. Para onde irá quando morrer? A fé em Jesus Cristo oferece esperança – confiança, expectativa ansiosa – de vida após a morte. “Vocês têm amor a Jesus Cristo, apesar de não o terem visto, e crêem nele, mesmo sem o verem ainda. E isso dá-vos uma alegria tão grande e tão intensa que nem se consegue explicar porque atingem a finalidade da fé, que é a vossa salvação” (I Pedro 1:8, 9).
Texto de autoria de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta.
Dar um Salto de Fé num Mundo Instável ...
Rick Boxx
Imagine as suas mãos firmemente agarradas à haste do trapézio, enquanto olha de relance para o chão, 25 metros abaixo. Ao respirar fundo e lançar-se da plataforma do trapézio, está a expulsar toda a dúvida da sua mente - a dúvida se o seu parceiro de acrobacias estará preparado ou não, para o apanhar quando for necessário.
Balançando-se cada vez mais alto, vai chegar ao momento crucial duma decisão: soltar as mãos do trapézio, abdicando do controlo total sobre o resultado, ou continuar a segurar-se para voltar à plataforma e desapontamento do público e de toda a sua equipe acrobática?
Ao soltar as mãos, estará demonstrando inequivocamente a fé que tem no seu parceiro e que o seu sentido de oportunidade ao agarrá-lo será perfeito. As suas esperanças podem estar baseadas nas suas experiências passadas, mas este momento ainda está em questão.
Quando assisti à performance do Cirque du Soleil há algum tempo atrás, testemunhei esse cenário incrível desenrolando-se em poucos instantes. A fé exigida aos participantes e a precisão do controlo foram igualmente impressionantes.
O livro de Hebreus (11:1), na Bíblia, diz-nos: “A fé é a certeza de já se possuírem as coisas que se esperam e a garantia das coisas que não se vêem” Muitos de nós somos confrontados com decisões que exigem o exercício de uma certa medida de fé, mesmo que não seja exactamente voar num trapézio a 25 metros do solo. O foco da nossa fé pode estar em delegar num empregado algo que ele poderá ou não fazer tão bem quanto nós. Ou, quem sabe, envolver a construção ou compra de novas instalações para a sua empresa, sem que haja garantias de que as vendas serão vigorosas, o suficiente para cobrir os custos quando a obra estrutural estiver completa.
No mundo do trabalho e dos negócios, e mais do que nunca no século XXI, cada dia apresenta riscos que exigem um certo grau de fé. É claro, que poderia agarrar-se àquelas poucas coisas que parecem seguras, evitando incertezas, mas isso também poderia levá-lo ao desastre. Se evitar o risco, pode estar seguro por algum tempo, mas provavelmente vai deparar-se mais tarde com sérios contratempos. Dar um salto de fé, por outro lado, pode trazer grandes recompensas e um futuro brilhante. Grandes líderes, grandes empresas e grandes realizações resultam da disposição para agir com fé, às vezes mesmo quando os factos parecem contrários a decisões definitivas.
Se está a enfrentar um momento decisivo no seu empreendimento, profissão ou mesmo na sua vida, considere cuidadosamente do quê ou de quem depende a sua fé. E, então, esteja pronto para soltar a barra do “trapézio”, numa demonstração de confiança em quem está a depositar a sua fé.
É por esse motivo que milhões de pessoas — homens e mulheres — começam cada dia de trabalho com oração, expressando a sua fé em Deus, Aquele que conhece com toda a certeza as coisas pelas quais nós podemos apenas esperar, Aquele que claramente vê as coisas que nós não podemos ver. As orações dessas pessoas não reflectem fé naquilo que desejamos que seja verdade, mas sim confiança e segurança que o Deus que adoram e servem é fiel e atencioso, e guiará os seus pensamentos, palavras e acções.
Josué assumiu a corajosa tarefa de liderar dois milhões de pessoas depois da morte de Moisés. Se há alguém que já se sentiu desafiado pela confiança nas coisas que esperava e pela certeza daquilo que não podia ver, este alguém foi Josué. Deus, porém, repetidamente lhe disse: “Sê forte e corajoso”
Como poderia Josué fazer isso? Deus disse-lhe como: “Tem coragem e firmeza! Não tenhas medo nem desânimo, porque o Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que andes” (Josué 1:9).
Questões para Reflexão/Discussão
1. No seu negócio ou carreira profissional, já alguma vez se sentiu como um trapezista a voar pelo ar na esperança que o seu sócio, colega, superior, empregado,… consiga agarrá-lo a tempo? Em caso afirmativo descreva a sua experiência.
2. Como vimos nesta “Reflexão da Semana”, Hebreus 11:1 descreve a fé como a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que ainda não vemos. Outra tradução diz: “o fundamento das coisas que se esperam e a evidência das que se não vêm”. Concorda com estas definições? Por palavras suas, o que é que a fé significa para si?
3. Já alguma vez encarou o seu dia a dia no trabalho como um acto de fé ou esta é uma perspectiva completamente nova para si? Comente.
4. Ao enfrentar o desconhecido e as incertezas do mercado de trabalho dos nossos dias, já descobriu o impacto da oração como recurso valioso para lidar com estas situações? Comente a sua resposta quer ela seja negativa ou positiva?
NOTA: Se possuir uma Bíblia e desejar aprofundar outras passagens sobre este assunto, consulte os seguintes exemplos: Mateus 6:28-34, 17:20, 21; Romanos 1:17, 10:17; Efésios 6:16; Hebreus 10:22, 23, 11:6.
Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca da integridade no mundo dos negócios a partir da perspectiva cristã. Tradução de Mércia Padovani.
Imagine as suas mãos firmemente agarradas à haste do trapézio, enquanto olha de relance para o chão, 25 metros abaixo. Ao respirar fundo e lançar-se da plataforma do trapézio, está a expulsar toda a dúvida da sua mente - a dúvida se o seu parceiro de acrobacias estará preparado ou não, para o apanhar quando for necessário.
Balançando-se cada vez mais alto, vai chegar ao momento crucial duma decisão: soltar as mãos do trapézio, abdicando do controlo total sobre o resultado, ou continuar a segurar-se para voltar à plataforma e desapontamento do público e de toda a sua equipe acrobática?
Ao soltar as mãos, estará demonstrando inequivocamente a fé que tem no seu parceiro e que o seu sentido de oportunidade ao agarrá-lo será perfeito. As suas esperanças podem estar baseadas nas suas experiências passadas, mas este momento ainda está em questão.
Quando assisti à performance do Cirque du Soleil há algum tempo atrás, testemunhei esse cenário incrível desenrolando-se em poucos instantes. A fé exigida aos participantes e a precisão do controlo foram igualmente impressionantes.
O livro de Hebreus (11:1), na Bíblia, diz-nos: “A fé é a certeza de já se possuírem as coisas que se esperam e a garantia das coisas que não se vêem” Muitos de nós somos confrontados com decisões que exigem o exercício de uma certa medida de fé, mesmo que não seja exactamente voar num trapézio a 25 metros do solo. O foco da nossa fé pode estar em delegar num empregado algo que ele poderá ou não fazer tão bem quanto nós. Ou, quem sabe, envolver a construção ou compra de novas instalações para a sua empresa, sem que haja garantias de que as vendas serão vigorosas, o suficiente para cobrir os custos quando a obra estrutural estiver completa.
No mundo do trabalho e dos negócios, e mais do que nunca no século XXI, cada dia apresenta riscos que exigem um certo grau de fé. É claro, que poderia agarrar-se àquelas poucas coisas que parecem seguras, evitando incertezas, mas isso também poderia levá-lo ao desastre. Se evitar o risco, pode estar seguro por algum tempo, mas provavelmente vai deparar-se mais tarde com sérios contratempos. Dar um salto de fé, por outro lado, pode trazer grandes recompensas e um futuro brilhante. Grandes líderes, grandes empresas e grandes realizações resultam da disposição para agir com fé, às vezes mesmo quando os factos parecem contrários a decisões definitivas.
Se está a enfrentar um momento decisivo no seu empreendimento, profissão ou mesmo na sua vida, considere cuidadosamente do quê ou de quem depende a sua fé. E, então, esteja pronto para soltar a barra do “trapézio”, numa demonstração de confiança em quem está a depositar a sua fé.
É por esse motivo que milhões de pessoas — homens e mulheres — começam cada dia de trabalho com oração, expressando a sua fé em Deus, Aquele que conhece com toda a certeza as coisas pelas quais nós podemos apenas esperar, Aquele que claramente vê as coisas que nós não podemos ver. As orações dessas pessoas não reflectem fé naquilo que desejamos que seja verdade, mas sim confiança e segurança que o Deus que adoram e servem é fiel e atencioso, e guiará os seus pensamentos, palavras e acções.
Josué assumiu a corajosa tarefa de liderar dois milhões de pessoas depois da morte de Moisés. Se há alguém que já se sentiu desafiado pela confiança nas coisas que esperava e pela certeza daquilo que não podia ver, este alguém foi Josué. Deus, porém, repetidamente lhe disse: “Sê forte e corajoso”
Como poderia Josué fazer isso? Deus disse-lhe como: “Tem coragem e firmeza! Não tenhas medo nem desânimo, porque o Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que andes” (Josué 1:9).
Questões para Reflexão/Discussão
1. No seu negócio ou carreira profissional, já alguma vez se sentiu como um trapezista a voar pelo ar na esperança que o seu sócio, colega, superior, empregado,… consiga agarrá-lo a tempo? Em caso afirmativo descreva a sua experiência.
2. Como vimos nesta “Reflexão da Semana”, Hebreus 11:1 descreve a fé como a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que ainda não vemos. Outra tradução diz: “o fundamento das coisas que se esperam e a evidência das que se não vêm”. Concorda com estas definições? Por palavras suas, o que é que a fé significa para si?
3. Já alguma vez encarou o seu dia a dia no trabalho como um acto de fé ou esta é uma perspectiva completamente nova para si? Comente.
4. Ao enfrentar o desconhecido e as incertezas do mercado de trabalho dos nossos dias, já descobriu o impacto da oração como recurso valioso para lidar com estas situações? Comente a sua resposta quer ela seja negativa ou positiva?
NOTA: Se possuir uma Bíblia e desejar aprofundar outras passagens sobre este assunto, consulte os seguintes exemplos: Mateus 6:28-34, 17:20, 21; Romanos 1:17, 10:17; Efésios 6:16; Hebreus 10:22, 23, 11:6.
Adaptado, sob permissão, de "Momentos de Integridade com Rick Boxx", um comentário semanal acerca da integridade no mundo dos negócios a partir da perspectiva cristã. Tradução de Mércia Padovani.
Planejar o Futuro, mas Vivendo o Presente ...
Por Robert Tamasy
Quando entrei para o mundo empresarial na década de 70, os executivos falavam em planear para os próximos 10 anos, às vezes até mais. Imaginavam onde estariam as suas empresas e organizações depois de uma década ou mais. Essas projecções de longo prazo, entretanto cessaram quando reconheceram o ritmo acelerado das mudanças. Eventos de um único dia poderiam virar tudo de pernas para o ar.
A tecnologia abriu esse caminho. Esperar dias pela chegada de documentos importantes pelo Correio tornou-se uma coisa obsoleta. O Correio Azul tornou-se o padrão. Os aparelhos de fax permitiram a distribuição instantânea de informações, antes de os e-mails os substituírem. Os computadores mudaram a forma de fazer negócios. Uma das maiores mudanças foi o revolucionar do quadro de pessoal, aumentando as exigências do trabalho individual e a aceleração do ritmo de produtividade. A globalização introduziu um novo conjunto de agentes de mudanças.
Da noite para o dia, os planos de longo prazo cuidadosamente arquitectados, tornaram-se ultrapassados, dando lugar a planeamentos revistos a cada três anos. Actualmente parece que planear para o período de um ano é encarado como especulação. Nunca sabemos de onde virá a próxima mudança importante do mercado ― e que impacto causará.
O mercado de acções no dia a dia, lembra-nos o risco que é atribuir mérito excessivo ao planeamento futuro. Já vimos o preço de acções subir por longos períodos e depois cair dramaticamente por algum súbito “ajuste” de mercado. A sabedoria tradicional diria: “Planeie o futuro por sua própria conta e risco”.
Não é minha intenção sugerir que planeamento não tem mérito. Antes pelo contrário, enfrentar o dia sem nenhum plano quanto à forma de usar o tempo, não faz sentido. É preciso planear antecipadamente as reuniões para a próxima semana, viagens para o mês que vem e a participação numa conferência no final do ano. O mesmo deve ser feito com os produtos e serviços que a nossa empresa oferece. Mas será que devemos continuar a fazer as coisas do mesmo modo? Será este o tempo certo para ajustes significativos para manter ou aumentar o market-share? Será que não é hora de seguir numa nova direcção?
Embora a metodologia tenha mudado, sempre há e haverá necessidade de planear. A Bíblia oferece uma visão preventiva sobre os prós e os contras do planejamento:
* Faça planos para o futuro sem sacrificar o presente. Temos a tendência de criar uma grande expectativa em relação ao que o futuro nos trará, mas cada novo dia oferece as suas próprias surpresas. Devemos estar preparados para lidar com elas, de modo adequado, ou as nossas expectativas poderão ficar comprometidas ou em risco. “Não te gabes do dia de amanhã, pois não sabes o que poderá acontecer hoje” (Provérbios 27:1).
* Não se preocupe demais com os planos futuros quando o presente já apresenta problemas suficientes. A maioria das coisas com as quais nos preocupamos jamais acontece. Gastamos desnecessariamente energia mental que seria melhor aproveitada se voltada para as necessidades do presente. “Portanto, não devem andar preocupados com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).
* Planeje levando em conta a influência divina. Planeamos como se tivéssemos total controlo sobre o resultado, mas são muitos os factores que podem mudá-lo. Para os que acreditam que Deus está intimamente envolvido com os assuntos da humanidade, a vontade Dele é o maior factor que deve ser levado em consideração. “O homem faz os seus planos, mas é o Senhor quem dirige a realização” (Provérbios 16:9).
Questões para Reflexão/Discussão
1. Que planeamento faz para o seu dia normal? Faz planos com grandes detalhes, determina em traços gerais o que pretende alcançar, ou escolhe não planear nada de nada, preferindo responder espontaneamente ao que possa surgir?
2. Se se envolve num planeamento de longo prazo, a que distância temporal planeia os seus projectos? Algumas semanas? Vários meses? Um ano? Três anos ou mais? Comente ou explique a sua resposta.
3. Dá consigo a fazer alarde dos objectivos a alcançar no futuro? Quais são os perigos quando os enaltecemos?
4. Quando dedica tempo para fazer planos, tem em conta a vontade ou os projectos que Deus pode ter para si? Se sim, então como é que esses projectos deverão ser postos em prática? Se não, explique porque é que ignora ou exclui Deus no seu processo pessoal de planeamento?
NOTA: Se possuir uma Bíblia e desejar aprofundar outras passagens sobre este assunto, consulte os seguintes exemplos: Provérbios 16:3, 33; Provérbios 19:21, 20:24, 21:30-31; Mateus 6:19-33
Texto da autoria de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.
Quando entrei para o mundo empresarial na década de 70, os executivos falavam em planear para os próximos 10 anos, às vezes até mais. Imaginavam onde estariam as suas empresas e organizações depois de uma década ou mais. Essas projecções de longo prazo, entretanto cessaram quando reconheceram o ritmo acelerado das mudanças. Eventos de um único dia poderiam virar tudo de pernas para o ar.
A tecnologia abriu esse caminho. Esperar dias pela chegada de documentos importantes pelo Correio tornou-se uma coisa obsoleta. O Correio Azul tornou-se o padrão. Os aparelhos de fax permitiram a distribuição instantânea de informações, antes de os e-mails os substituírem. Os computadores mudaram a forma de fazer negócios. Uma das maiores mudanças foi o revolucionar do quadro de pessoal, aumentando as exigências do trabalho individual e a aceleração do ritmo de produtividade. A globalização introduziu um novo conjunto de agentes de mudanças.
Da noite para o dia, os planos de longo prazo cuidadosamente arquitectados, tornaram-se ultrapassados, dando lugar a planeamentos revistos a cada três anos. Actualmente parece que planear para o período de um ano é encarado como especulação. Nunca sabemos de onde virá a próxima mudança importante do mercado ― e que impacto causará.
O mercado de acções no dia a dia, lembra-nos o risco que é atribuir mérito excessivo ao planeamento futuro. Já vimos o preço de acções subir por longos períodos e depois cair dramaticamente por algum súbito “ajuste” de mercado. A sabedoria tradicional diria: “Planeie o futuro por sua própria conta e risco”.
Não é minha intenção sugerir que planeamento não tem mérito. Antes pelo contrário, enfrentar o dia sem nenhum plano quanto à forma de usar o tempo, não faz sentido. É preciso planear antecipadamente as reuniões para a próxima semana, viagens para o mês que vem e a participação numa conferência no final do ano. O mesmo deve ser feito com os produtos e serviços que a nossa empresa oferece. Mas será que devemos continuar a fazer as coisas do mesmo modo? Será este o tempo certo para ajustes significativos para manter ou aumentar o market-share? Será que não é hora de seguir numa nova direcção?
Embora a metodologia tenha mudado, sempre há e haverá necessidade de planear. A Bíblia oferece uma visão preventiva sobre os prós e os contras do planejamento:
* Faça planos para o futuro sem sacrificar o presente. Temos a tendência de criar uma grande expectativa em relação ao que o futuro nos trará, mas cada novo dia oferece as suas próprias surpresas. Devemos estar preparados para lidar com elas, de modo adequado, ou as nossas expectativas poderão ficar comprometidas ou em risco. “Não te gabes do dia de amanhã, pois não sabes o que poderá acontecer hoje” (Provérbios 27:1).
* Não se preocupe demais com os planos futuros quando o presente já apresenta problemas suficientes. A maioria das coisas com as quais nos preocupamos jamais acontece. Gastamos desnecessariamente energia mental que seria melhor aproveitada se voltada para as necessidades do presente. “Portanto, não devem andar preocupados com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:34).
* Planeje levando em conta a influência divina. Planeamos como se tivéssemos total controlo sobre o resultado, mas são muitos os factores que podem mudá-lo. Para os que acreditam que Deus está intimamente envolvido com os assuntos da humanidade, a vontade Dele é o maior factor que deve ser levado em consideração. “O homem faz os seus planos, mas é o Senhor quem dirige a realização” (Provérbios 16:9).
Questões para Reflexão/Discussão
1. Que planeamento faz para o seu dia normal? Faz planos com grandes detalhes, determina em traços gerais o que pretende alcançar, ou escolhe não planear nada de nada, preferindo responder espontaneamente ao que possa surgir?
2. Se se envolve num planeamento de longo prazo, a que distância temporal planeia os seus projectos? Algumas semanas? Vários meses? Um ano? Três anos ou mais? Comente ou explique a sua resposta.
3. Dá consigo a fazer alarde dos objectivos a alcançar no futuro? Quais são os perigos quando os enaltecemos?
4. Quando dedica tempo para fazer planos, tem em conta a vontade ou os projectos que Deus pode ter para si? Se sim, então como é que esses projectos deverão ser postos em prática? Se não, explique porque é que ignora ou exclui Deus no seu processo pessoal de planeamento?
NOTA: Se possuir uma Bíblia e desejar aprofundar outras passagens sobre este assunto, consulte os seguintes exemplos: Provérbios 16:3, 33; Provérbios 19:21, 20:24, 21:30-31; Mateus 6:19-33
Texto da autoria de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.
Assinar:
Postagens (Atom)

