segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

REVISTA ASSEMBLÉIA EM FOCO

Edição nº 03 - Dezembro 2008



A REVISTA ASSEMBLÉIA EM FOCO enfatiza nessa edição :

A maior festa do mundo, o nascimento do Menino mais importante, JESUS ! ! !

e muito mais ...

ÓTIMA LEITURA . . .

* A Revista Assembéia em Foco é publicada pela Igreja Assembéia de Deus - Ministério Madureira ( Pastor Presidente : Eliseu Virgínio da Silva ) em Santa Bárbara d´Oeste - SP

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UMA MULTIDÃO de PEDIDOS

Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. (Sl 51.10,11.)

Quando a alma está abatida, quando a tristeza se instala no íntimo, quando o peso do pecado é insuportável, quando a confusão toma conta da mente, quando todos os recursos próprios vão por água abaixo, quando só resta a misericórdia divina — então o aflito derrama uma multidão de súplicas diante do trono de Deus. Foi o que aconteceu com Davi, depois do adultério e do assassinato do marido traído. Ele precisava de perdão e de purificação, e de muito mais. No início do Salmo 51, Davi pede encarecidamente que Deus o perdoe e o purifique, mas não fica só com esses pedidos. Em seguida, ele estende diante do Senhor cada uma de suas urgen tes necessidades: “Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria”; “cria em mim um coração puro”; “renova dentro de mim um espírito estável”; “não me expulses da tua presença”; “nem tires de mim o teu Santo Espírito”; “devolve-me a alegria da tua salvação”; “sustenta-me com um espírito pronto a obedecer”; “dá palavras aos meus lábios”. Perdão e purificação são bênçãos indispensáveis, porém acidentais. Elas se tornam necessárias depois de alguma rebelião contra Deus. As outras bênçãos são o pão nosso de cada dia — medidas preventivas para evitar ou tornar mais difíceis outros escorregões. Para não voltar a adulterar nem a assassinar os maridos traídos, precisamos de alegria interior, de coração puro, de renovação, de sustento e da presença contínua do Espírito dentro de nosso ser!

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).

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O REFÚGIO SECRETO

Tu, ó Deus, és o meu alto refúgio. (Sl 59.9.)

O refúgio não é o porão ou o sótão de uma casa, não é aquele quarto sem porta e sem janela escondido atrás de uma estante, não é uma redoma de vidro inquebrável, não é uma caverna à beira do mar, não é o cume da montanha mais alta nem o mais profundo abismo, não é o abrigo subterrâneo em tempos de guerra. Para o salmista, o refúgio é o Senhor: “Ó Deus, és o meu alto refúgio” (Sl 59.9). Chama-se de refúgio secreto porque não é um lugar físico. É um refúgio baseado no relacionamento da criação com o Criador, do visível com o Invisível, do pecador com o Santo, do perdoado com o Perdoador. Um refúgio subjetivo, pessoal e intransferível. “Como é feliz o homem que nele se refugia!”, exclama o salmista. E depois acrescenta: “Ninguém que nele se refugia será condenado” (Sl 34.8, 22). A vida vitoriosa, sem altos e baixos em demasia, sem desvios e escândalos, sem legalismo e permissividade, depende do refúgio secreto. É ali que a alma bebe da água viva e se alimenta do pão do céu, é ali que ela se reabastece numa seqüência perfeita depois de qualquer esforço e de qualquer diminuição, é ali que ela aprende a não ter medo.

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).

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CASTELO FORTE

Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. (Sl 46.1.)
É muito gostoso ler o testemunho de confiança em Deus do salmista. É muito bonito recitar de cor o testemunho de confiança em Deus do salmista. É muito saudável apropriar-se do testemunho de confiança em Deus do salmista. Todavia, é preciso investigar a fundo se estamos prontos a personalizar o testemunho de confiança em Deus do salmista. Em vez de declarar que não temeremos “ainda que a terra trema” e que “os montes afundem no coração do mar”, deveríamos deixar bem claro que não temeremos ainda que nossos sonhos e planos afundem no coração do mar, ainda que nossa segurança financeira desabe de uma hora para outra, ainda que venhamos a ser surpreendidos por um câncer no cérebro, ainda que um filho morra num acidente de trânsito. Parece que é mais fácil recitar o Salmo 46, que impulsionou Martinho Lutero a compor o famoso Castelo Forte é Nosso Deus, do que enfrentar com coragem os dissabores e os imprevistos da vida. Contudo, podemos ir avançando aos poucos na conquista de uma confiança cada vez maior, cada vez mais ousada, cada vez mais consciente. Até o ponto de orar como Habacuque orou: “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18).
Fonte : Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
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DE GERAÇÃO em GERAÇÃO

[Observem tudo] para que vocês falem à próxima geração que este Deus é o nosso Deus para todo o sempre. (Sl 48.13,14.)


Há muito o que falar a respeito de Deus à próxima geração. Basta abrir os olhos e percorrer com eles tudo o que está acima de nós, diante de nós e abaixo de nós. É uma imensidão enorme, uma beleza enorme e uma riqueza enorme. Tudo é do Senhor, tudo foi feito por ele, tudo é sustentado por ele. Há muito o que falar a respeito de Deus à próxima geração. Basta abrir a memória e contar a história do povo eleito no Antigo Testamento e no Novo Testamento e a nossa própria história. Tudo veio de Deus e tudo volta para ele. Ele é o centro de tudo e de todos. Há muito o que falar a respeito de Deus à próxima geração. Basta abrir o coração e enumerar quantas vezes nós pecamos e sofremos as conseqüências, quantas vezes nós confessamos e fomos perdoados, quantas vezes nós choramos e nossas lágrimas foram enxugadas, quantas vezes ficamos abatidos e ele nos levantou o ânimo, quantas vezes perdemos a direção e ele nos pôs outra vez no caminho. Carregamos uma grande e preciosa bagagem, em parte recebida da geração anterior, em parte adquirida por nós mesmos no correr dos anos. Precisamos repassar todo esse patrimônio para a geração seguinte. Não começamos do zero e os nossos filhos precisam receber uma herança maior do que a nossa. Precisamos perpetuar a lembrança de Deus por todas as gerações (Sl 45.17) — para a geração seguinte (nossos filhos), para a segunda geração (nossos netos), para a terceira geração (nossos bisnetos) e assim por diante (Sl 78.5,6).
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
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CULPA ou CASTIGO

Fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me. (Sl 51.4.)

Quanto mais depressa o pecador descobre que é pecador, melhor será para ele. Quanto mais depressa ele pára de mentir para ele mesmo a esse respeito, melhor para ele. Quanto a esse assunto não se pode perder tempo nem dividir a culpa com outras pessoas. Nesse sentido, o Salmo 51 é notável. Talvez seja a mais bem redigida e mais humilde confissão de pecado. O salmista reconhece as suas transgressões e declara que Deus tem todo o direito de condená-lo: “Fiz o que reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me” (v. 4). Em outras palavras, Davi aceita não apenas a culpa, mas também o castigo. Afinal, ele tomou para si a mulher do outro e ainda tramou a morte do marido dela. Se admitir o fardo da culpa já é uma extraordinária vitória, quanto mais é admitir as duas tragédias ao mesmo tempo. Comportamento semelhante ao de Davi foi a confissão do filho pródigo. Depois de ter vivido como um imbecil jogando fora todos os seus bens e todos os seus sonhos, o rapaz voltou ao sítio do pai para confessar seu pecado (“Pai, pequei contra o céu e contra ti”) e para admitir a perda de regalias (“Não sou mais digno de ser chamado teu filho”). Uma confissão desse porte redunda sempre em restauração (Lc 15.17-24).
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
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DEUS e o SIMPLES MORTAL
Em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal? (Sl 56.4.)
Há situações realmente difíceis. Não é necessário negar nem ampliar nem eternizar. Elas são ocasionais, temporárias e especiais. Têm começo e fim. O desafio é saber lidar com essas situações de modo sábio e correto. No Salmo 56, Davi descreve a sua situação: “Os homens me pressionam, me atacam, me oprimem, me vigiam, me prejudicam, conspiram contra mim e têm esperança de tirar-me a vida” (vv. 1-6). Eles agem assim “sem parar”, “o tempo todo” e “arrogantemente”. Nessa época, Davi era muito jovem e estava fora do país porque Saul o queria matar. O homem que derrubara Golias e que tinha o aplauso de toda a nação agora vivia no meio dos estrangeiros que detestavam Israel. Foi nessa difícil situação que o salmista declarou: “Quando eu estiver com medo, confiarei em ti” (v. 3). Que ele se portou dessa maneira, o poema não deixa a menor dúvida. Uma vez Davi usa o verbo confiar no futuro (“confiarei”) e três vezes, no presente: “Em Deus eu confio” (vv. 4, 10,11). Não se trata de um exercício mental pelo qual se fazem repetidas declarações de confiança. É antes um exercício espiritual que consiste em repetidos esforços para não tirar a confiança posta em Deus, mas consolidá-la e ampliá-la cada vez mais. Daí o raciocínio do salmista: “Em Deus eu confio e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal?” (v. 4).
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
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NO CIVIL de LEÕES
Estou em meio a leões, ávidos para devorar. (Sl 57.4.)
O leão pode ter três metros do nariz à ponta da cauda. Pode pesar 230 quilos. Pode agarrar e derrubar animais de grande porte, como zebras, búfalos e javalis. Seus quatro dentes caninos são enormes e pontudos e servem para prender a presa, matá-la e dilacerá-la. Numa só refeição, o animal pode comer 35 quilos de carne. Mesmo quando adestrado desde tenra idade e retirado de seu habitat, o leão nunca é completamente domado. Antes da caça indiscriminada, os leões eram mais abundantes na Ásia. O leão asiático, o que vale dizer, o leão bíblico, tinha a fama de ser o mais perigoso. Mais de cem passagens do Antigo Testamento mencionam a figura do leão. Os heróis bíblicos Sansão (Jz 14.5), Davi (1 Sm 17.34-37) e Benaia (2 Sm 23.20) mataram leões. Daniel foi lançado na cova dos leões por ordem do rei Dario, mas sobreviveu (Dn 6.16-23). Dois outros personagens, porém, foram dilacerados por leões (1 Rs 13.24; 20.36). A situação mencionada pelo salmista é realmente perigosa: “Estou em meio a leões, ávidos para devorar; seus dentes são lanças e flechas, suas línguas são espadas afiadas” (Sl 57.4). Mas, naturalmente, ele não está se referindo aos leões das selvas nem dos circos. Certamente o salmista está chamando de leões os inimigos da fé, os inimigos da ética, os inimigos da esperança. O Diabo, por exemplo, anda ao redor de nós como leão, “rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pe 5.8). Todos nós vivemos em meio a “leões” ávidos para devorar. Os heróis da fé são aqueles que fecham a boca dos leões (Hb 11.33), graças ao poder e à soberania daquele que é “o Leão da tribo de Judá”, o Senhor Jesus Cristo (Ap 5.5)!
Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato, 2006).
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